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domingo, 29 de maio de 2011

Feira de Caruaru e Mestre Vitalino

A Feira de Caruaru é uma feira que ocorre na cidade de Caruaru em Pernambuco...
Mestre Vitalino foi um ceramista popular pernambucano (1909-1963). É considerado um dos maiores artistas populares do Nordeste... 


A Feira de Caruaru é uma feira que ocorre na cidade de Caruaru em Pernambuco. É um local onde se vende frutas, verduras, cereais, ervas medicinais, carnes, assim como outros artigos também são encontrados como roupas,calçados, bolsas, panelas e outros utensílios para cozinha, móveis, animais, ferragens, miudezas, rádios, artigos eletrônicos e importados.
Vale lembrar que a feira é enaltecida nos versos de Onildo Almeida, compositor caruaruense, reconhecido posteriormente na voz do rei do baião Luiz Gonzaga. Em dezembro de 2006, O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN concedeu à Feira de Caruaru o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
Originada na formação da cidade, a Feira de Caruaru está instalada no Parque 18 de Maio, que possui 40 mil m2 e divide-se em três principais segmentos: a Feira do Artesanato, a Feira da Sulanca e a Feira Livre.
Numa das maiores feiras ao ar livre do mundo, o turista fica fascinado com tanta diversidade, com a manifestação popular e com a gastronomia exótica. 

Feira do Artesanato:
A Feira do Artesanato é a que chama mais a atenção do visitante. É nela que  concentram-se todos os tipos de artes manuais produzidas por artistas que utilizam o barro, madeira, pedra, metal, palha, côco, cordas, couro, rede, bordados, lã, latas, como matéria-prima. Nela, o turista pode apreciar as peças já acabadas ou sendo produzidas pelas mãos dos artesãos. A feira funciona diariamente, das 8h às 17h. 


Feira da Sulanca:
A Feira da Sulanca, a mais famosa, destina-se mais a comerciantes de outras localidades que vão a Caruaru em busca de roupas a bons preços para revender. São mais de 10 mil barracas que atendem, em média, mais de 40 mil pessoas por feira, com um giro de capital superior a R$ 1 milhão. Pela grandiosidade, a feira tem um horário especial e é aberta somente às terças-feiras. Às 3h de terça, a feira é aberta para a organização das barracas, ou bancos, como são chamados. Às 5h, é a feira começa a funcionar de fato.
Feira Livre:
Já na Feira Livre é possível encontrar flores, panelas, calçados, roupas, raízes e ervas, e a Feira do Troca-troca, onde não se usa dinheiro. Tudo é trocado em negócios que chegam a ser, no mínimo, estranhos: aves são trocadas por discos, relógios por rádios, bicicletas por animais etc.

Mestre Vitalino

Vitalino Pereira dos Santos (Ribeira dos Campos, Caruaru PE 1909 - Alto do Moura, Caruaru 1963).
Ceramista popular pernambucano (1909-1963). É considerado um dos maiores artistas populares do Nordeste e seu estilo é copiado por muitos artesãos. Vitalino Pereira dos Santos nasce em Caruaru, filho de um lavrador e de uma artesã de panelas de barro.
Filho de lavradores, ainda criança aprende o ofício com a mãe e, a partir dos 6 anos começa a modelar pequenos animais com as sobras do barro usado por sua mãe na produção de utensílios domésticos, para serem vendidos na feira de Caruaru. Em 1930 começa a modelar grupos humanos e, a partir de 1935, grandes conjuntos que o tornam conhecido.
Oferecendo seu trabalho na feira de Caruaru, contribui para fazer da cidade o grande centro ceramista do Nordeste. Sua atividade como ceramista permanece desconhecida do grande público até 1947, quando o desenhista e educador Augusto Rodrigues (1913 - 1993) organiza no Rio de Janeiro a 1ª Exposição de Cerâmica Pernambucana, com diversas obras suas. Segue-se uma série de eventos que contribuem para torná-lo conhecido nacionalmente e são publicadas diversas reportagens sobre o artista.
Sua obra compreende mais de cem peças de diversos tamanhos feitas de massapé, extraído do rio Ipojuca, que se encontram nos principais museus do país. Destacam-se Casa de Farinha, Zabumba, Lampião e Vaquejada. Assina. Em 1955, integra a exposição Arte Primitiva e Moderna Brasileiras, em Neuchatel, Suíça. O Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais e a Prefeitura de Caruaru editam o livro Vitalino, com texto do antropólogo René Ribeiro e fotografias de Marcel Gautherot e Cecil Ayres. Nessa época, conhece Abelardo Rodrigues, arquiteto e colecionador, que forma um significativo acervo de peças do artista, mais tarde doadas para o Museu de Arte Popular, atual Museu do Barro de Caruaru.
Mestre Vitalino, em 1960, realiza viagem ao Rio de Janeiro e participa da Noite de Caruaru, ocasião em que suas peças são leiloadas em benefício da construção do Museu de Arte Popular de Caruaru. Participa de programas de televisão e exibições musicais, comparece a eventos e recebe diversas homenagens, como Medalha Sílvio Romero.
Em 1961, atendendo a pedido da Prefeitura de Caruaru, doa cerca de 250 peças ao Museu de Arte Popular, inaugurado nesse ano.
Em 1971, é inaugurada no Alto do Moura, no local onde o artista residiu, a Casa Museu Mestre Vitalino. No espaço, administrado pela família, estão expostas suas principais obras, além de objetos de uso pessoal, ferramentas de trabalho e o rústico forno a lenha em que fazia suas queimas.












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